- Mantenha os pés plantados no chão e a perna perpendicular ao mesmo;
- Sente-se em menos da metade do banco;
- Mantenha as costas retas e relaxadas;
- Não tensione os ombros;
- Deixe o cotovelo flexível;
- Mantenha o pulso relaxado e em nível mais baixo que o metacarpo;
- Coloque a mão em uma posição de concha, de maneira que os metacarpos fiquem salientes;
- Fazer com que os dedos sigam a continuação das teclas, como linhas;
- Mantenha os dedos encurvados;
- Coloque o polegar em posição como se segurasse um limão;
- Mantenha o polegar próximo aos outros dedos;
- Não toque com o sabugo da unha, mas com a ponta do dedo;
- Deixe o antebraço paralelo ao chão;
- Deixar o ângulo entre braço e antebraço um pouco maior que 90 graus.
domingo, 28 de abril de 2013
14 dicas para consertar sua postura ao piano
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Posição e Violão
1- Introdução
A arte de tocar um instrumento vai muito além da capacidade de mexer os dedos.
Compreensão do significado, situação histórica, análise formal e harmônica também pode influenciar drasticamente uma obra tocada. Por outro lado, podemos imaginar que o corpo, no fundo, age como um só, ainda que pareçam que somente os dedos ou a mão realmente importem.
E de fato a mão está conectada ao braço, que em má posição pode dificultar o movimento da mesma. O braço por sua vez está conectado ao troco, cuja posição também pode influenciar na movimentação da mão. Isso nos mostra que a posição do instrumentista deve ser objeto de estudo.
2- Posição Global
Note que o violão deve estar bem acoplado ao corpo do instrumentista, que por sua vez se encontra ereto , mas totalmente relaxado.
3- Posição dos pés
Os pés também produzem um efeito importante na postura. Por isso devemos também prestar atenção a eles.
Observe como eles estão devidamente "plantados" no chão, totalmente apoiados e firmes, tipicamente de algo que pretende sustentar uma estrutura.
Uma má posição dos pés pode acarretar dores na coluna ou desconfortos durante a execução das obras.
4- Posição da mão esquerda
Essa é a parte menos negligenciada pelos professores.
Na imagem podemos perceber como a mão está relaxada na sua posição natural, as pontas dos dedos atingem as cordas perpendicularmente. É importante que se digite com as pontas dos dedos, para menor área de contato e melhor execução mecânica dos movimentos necessários.
Uma outra questão a ser abordada na posição da mão esquerda é4- Posição da mão esquerda que o dedo polegar deve ficar em oposição aos outros dedos, na parte traseira do braço.
Observe um outro ângulo de visão para notar o posicionamento do polegar e de outros dedos.
5- Posição da mão direita
A mão direita é, na verdade, a mais importante para o violonista. Isso quer dizer que ela produz a maioria da sonoridade violonística.
Na foto podemos perceber que a mão encontra-se bem relaxada, os dedos curvados se preparam para ferir as cordas.
Outro ângulo para notar a posição dos dedos. Veja como o polegar fica apoiado no bordão.
6- Conclusão
A posição deve ser cuidadosamente preparada e estudada. Obviamente no início, o aluno encontra muita dificuldade em executar tais "regras", contudo com o decorrer do tempo, tais técnicas se demonstram realmente significativas no desenvolvimento da técnica mais avançada.
7- Bibliografia
a) Henrique Pinto - Iniciação ao violão
b) Anthony Glise - Classical Guitar Pedagogy
c) Mateo Carcassi - Método completo de violão
d) Minhas primeiras notas no violão - Othon Gomes da Silva
A arte de tocar um instrumento vai muito além da capacidade de mexer os dedos.
Compreensão do significado, situação histórica, análise formal e harmônica também pode influenciar drasticamente uma obra tocada. Por outro lado, podemos imaginar que o corpo, no fundo, age como um só, ainda que pareçam que somente os dedos ou a mão realmente importem.
E de fato a mão está conectada ao braço, que em má posição pode dificultar o movimento da mesma. O braço por sua vez está conectado ao troco, cuja posição também pode influenciar na movimentação da mão. Isso nos mostra que a posição do instrumentista deve ser objeto de estudo.
2- Posição Global
Note que o violão deve estar bem acoplado ao corpo do instrumentista, que por sua vez se encontra ereto , mas totalmente relaxado.
3- Posição dos pés
Os pés também produzem um efeito importante na postura. Por isso devemos também prestar atenção a eles.
Observe como eles estão devidamente "plantados" no chão, totalmente apoiados e firmes, tipicamente de algo que pretende sustentar uma estrutura.
Uma má posição dos pés pode acarretar dores na coluna ou desconfortos durante a execução das obras.
4- Posição da mão esquerda
Essa é a parte menos negligenciada pelos professores.
Na imagem podemos perceber como a mão está relaxada na sua posição natural, as pontas dos dedos atingem as cordas perpendicularmente. É importante que se digite com as pontas dos dedos, para menor área de contato e melhor execução mecânica dos movimentos necessários.
Uma outra questão a ser abordada na posição da mão esquerda é4- Posição da mão esquerda que o dedo polegar deve ficar em oposição aos outros dedos, na parte traseira do braço.
Observe um outro ângulo de visão para notar o posicionamento do polegar e de outros dedos.
5- Posição da mão direita
A mão direita é, na verdade, a mais importante para o violonista. Isso quer dizer que ela produz a maioria da sonoridade violonística.
Na foto podemos perceber que a mão encontra-se bem relaxada, os dedos curvados se preparam para ferir as cordas.
Outro ângulo para notar a posição dos dedos. Veja como o polegar fica apoiado no bordão.
6- Conclusão
A posição deve ser cuidadosamente preparada e estudada. Obviamente no início, o aluno encontra muita dificuldade em executar tais "regras", contudo com o decorrer do tempo, tais técnicas se demonstram realmente significativas no desenvolvimento da técnica mais avançada.
7- Bibliografia
a) Henrique Pinto - Iniciação ao violão
b) Anthony Glise - Classical Guitar Pedagogy
c) Mateo Carcassi - Método completo de violão
d) Minhas primeiras notas no violão - Othon Gomes da Silva
sábado, 23 de março de 2013
Contraponto - Segunda Espécie
1- Definição
A segunda espécie de contraponto define-se assim:
A segunda espécie de contraponto define-se assim:
- A cada nota do canto dado se contrapõem duas notas de contraponto.
2- Regras
- A primeira nota de um grupo de duas é sempre consonância
- A segunda nota pode ser consonância ou dissonância
- As dissonâncias podem produzir-se como:
a) Notas de passagem: dissonância entre dois graus próximos, feita em uma direção.
b) Bordaduras: dissonância entre dois graus próximos, feita em duas direções. - Não se faz dissonância por salto, somente por grau conjunto.
- Não se faz dissonância no primeiro tempo de cada compasso. Apenas consonâncias.
- Começar e terminar com uníssono ou oitava.
- Como na primeira espécie, oitavas e quintas diretas não se fazem.
- Duas quintas ou duas oitavas devem se separar pela distância equivalente a uma semibreve, mesmo que por movimento contrário.
- Terminar como na primeira espécie, isto é, com uma semibreve no último compasso e de preferência atingida por grau conjunto.
- Prefere-se começar com uma pausa de 1 tempo, dá mais elegância devido a sua entrada sucessiva.
3- Exemplos
(Clique na figura para ampliar)
(Clique na figura para ampliar)
Phygius
Mixolydius
4- Bibliografia
Koelreuter - Contraponto Modal
Any Raquel Carvalho - Contraponto Modal
H. Schenker - Counterpoint
domingo, 17 de março de 2013
Contraponto - Primeira Espécie
1- Definição
A primeira espécie se constitui pelo seguinte:
A primeira espécie se constitui pelo seguinte:
- A cada nota do cantus firmus, opõe-se uma única nota do contrapunctus.
2- Regras
- Não se faz quintas ou oitavas por movimento direto
- Não se faz quintas ou oitavas consecutivas
- Inicia-se opondo a primeira nota uma oitava
- Termina-se opondo a última nota uma oitava, precedida por grau conjunto.
- Verticalmente, os únicos intervalos permitidos são a oitava justa, quinta justa, sexta e terça
- O uso de quartas, quintas diminutas, sétimas e segundas é totalmente proibido.
- Não se deve ultrapassar a distância de décima entre as vozes, salvo exceções.
- Não se faz falsa relação de trítono ou falsa relação cromática ou falsa relação de oitava.
3- Exemplos
(Clique nas imagens para ampliar.)
(Clique nas imagens para ampliar.)
Jonicus
Doricus
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Contraponto - Introdução
1- Introdução
Como bem sabemos todos, a música tem por elementos constitutivos a melodia, o ritmo e a harmonia. Todavia somente no barroco é que a harmonia começa a ganhar força como sentido independente do discurso musical e somente no século XX é que o ritmo ganha o mesmo papel. Contudo levando em conta as músicas européias primordiais, devemos saber que elas eram puramente melódicas com algum acompanhamento ou outros, mas que não se justicavam por si só. Somente com o advento do discantus é que teremos a melodia com uma segunda intenção melódica paralela que se justificasse por si só.
Quando finalmente essa música já estava teoricamente estruturada, os teóricos fundamentaram um estudo chamado contraponto, que hoje muitos entendem por uma 'harmonia primitiva'.
2- Contraponto: definição
O contraponto é muito mais do que simplesmente combinar notas harmonicamente. É antes de tudo, combinar melodias independentemente.
- Contraponto: ato de combinar melodias independentemente.
A palavra independente é importante, pois não é qualquer melodia que pode ser adaptada em paralelo a outra de forma que fique independente. Por isso seguirão inúmeras diretrizes que orientam o contrapontista a criar a obra.
3- As espécies
Apesar de a prática contrapontística já estivesse bem estruturada e bem estudada com inúmeros tratados e manuais, foi no século 18 que um alemão criou um método didático para ensinar contraponto. J. Fux após estudar cuidadosamente as obras de Palestrina, organizou um método chamado "Gradus ad Parnasus" ou Passos para o Parnaso, aonde ele dividia as possibilidades rítmicas do contraponto em espécie.
Primeiramente, ele analisa a possibilidade de se organizar nota contra nota. Posteriormente, analisa a possibilidade de se combinar duas notas contra uma nota e em terceiro analisa a possibilidade de se combinar 4 notas contra 4 notas. Finalmente analisa um tipo de contraponto em contratempo para depois criar o que chama de contraponto florido: a reunião de todas as espécies anteriores.
Contudo é preciso observar que o procedimento de Fux é totalmente didático sem finalidade prática. Seu tratado constitui ainda hoje uma referência ao estudo de contraponto para inúmeros músicos.
4- Conclusão
Devido sua importância acadêmica, o estudo detalhado das espécies será feito aos poucos por mim no blog.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Da Fantasia
1-
Introdução
Antes do
desenvolvimento da Fuga, existiam diversos procedimentos imitativos
que seguiam a uma forma livre. Tais eram o “Tiento”, “Ricercare”,
“Capricho”, “Fantasia” e “Moteto”.[1] A medida que o
Ricercare e o Moteto foram dando origem a Fuga com sua forma bem
definida, as outras formas passaram a ter procedimentos formais
distintos da Fuga.
2-
Definição
Segundo Giulio
Bas, a Fantasia é uma
composição que não segue nenhuma das formas tradicionais. [2] Mas
isso não significa, explica o autor, que seja desprovida de toda a
forma. É apenas uma forma livre.
É muito utilizada na prática de improvisação, aonde
os temas se alternam numa forma não-prevista pelo improvisador.
3-
Prática
A
construção de uma fantasia exige um domínio grande das formas
musicais, pois embora seja uma forma livre, é necessário o
equilíbrio e o contraste entre os temas, andamentos e tempos. É
comum a recorrência ao(s) temas principais no decorrer da peça com
a finalidade de prover unidade e a alternância de temperamento na
peça.
Ainda,
a Fantasia pode ter duas funções distintas:
- Caráter Independente: Quando se desenvolve por si só.
- Caráter preparatório: Quando introduz uma outra peça, como a Fantasia e Fuga de Bach.
4-
Exemplo de Fantasia Baseada na Forma Rondò
Obs.: Exemplo dado por M. Ficarelli em sua aula particular em 22/10/2011.
5-
Exemplos Musicais
J. S. Bach –
Fantasia em Sol menor para Órgão BWV 542
W. A. Mozart – Fantasia em Dó menor para Piano K 475
F. Schubert - Wanderer Fantasia em Dó Maior op 15
F. Chopin – Fantasia para piano em Fá maior op 49
6- Bibliografia:
[1] Zamacóis, Joaquin – Curso de Formas Musicales;
pág 58, § 54.
[2] Bas, Giulio – Tratado de la Forma Musical; pág
325, § 214
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Sobre o modo de estudar música
Baseado no opúsculo filosófico de
S. Tomás de Aquino “Sobre o Modo de Estudar”
1- Devemos fazer as coisas fáceis primeiro.
Muitas vezes o iniciante vem ávido por conhecimento e quer desde já aprender as
coisas difíceis. Mas as coisas complexas são agrupamentos de diversas coisas
simples, por isso é necessário aprender as coisas simples antes. O aluno ansioso que
tenta dominar o complexo logo no início, acaba por não aprender nem o fácil nem o
difícil, muitas vezes ocasinando sua desistência do estudo.
2- Não dar opinião sem conhecer
Quando acreditamos conhecer certo assunto, nos fechamos a ponto de não o
aprendermos , afinal na nossa “crença”, já entendemos daquilo. Resultado: Não
aprendermos as coisas.
3- Pureza de consciência
É preciso ser sincero consigo mesmo e admitir se conhece um assunto ou não.
Somente a sinceridade permitirá que se conserte os erros reconhecidos e se pratique
os acertos reconhecidos.
4- Oração
A oração consiste em dar glórias a Deus, reconhecendo sua soberania e nossa
pequenez. Quem não dá glória a Deus é proque no fundo julga-se maior do que
realmente é, e, sendo assim, como pode aprender? O sabichão não aprende.
Além disso, toda a sabedoria do homem provém da graça divina. Como um homem
pode acreditar que aprendeu pelos próprios esforços se sua inteligência não passa de
um reflexo da inteligência de Deus?
5- É preciso ter amor ao recolhimento
Muitos músicos grandiosos se trancavam por horas em um quarto para estudar e
assim adquiriram enorme habilidade. Mas para isso, tiveram que renunciar a
inúmeras coisas atraentes como a TV, o jogo, a bebida, a conversa, o namoro etc.
6- Amabilidade
Quem trata aos outros com desamor, acaba por tratar a si mesmo com desamor. Quem
não ama nem a si nem ao outro não quer o bem deles. O conhecimento é um bem que
devemos desejar a si e aos outros. Além do mais, a humildade necessária para amar o
outro é o que nos faz reconhecer nossos defeitos e nos abre a possibilidade de
consertá-los. Por isso não nos apressemos em falar mal da técnica violonística dos
amigos, mas cuidemos para melhorar a nossa.
7- Imitação dos bons exemplos
Os grandes músicos nos servem de exemplo. Bach passava horas acopiando músicas
à mão para que pudesse entender a técnica musical. Steeve Vao só se permitia ir ao
banheiro, comer ou beber água quando conseguia concretizar uma determinada
técnica. Esses comportamentos os conduziram ao grande patamar que hoje ocupam.
Imitemo-los.
8- Muitas vezes prestamos atenção naquela pessoa que diz algo. Se tal pessoa não nos
inspira confiança, imediatamente nos fechamos para suas palavras, algumas vezes
verdadeiras. E assim deixamos de aprender.
9- Entender completamente o que se lê e ouve.
Se a aula de hoje foi sobre escalas, devemos nos certificar de que entendemos tudo
que nos foi explicado. As dúvidas poderão ser esclarecidas pelo professor. Se lemos
algo rapidamente sem entender, perdemos a chance de aprender.
10- Averiguar constantemente se há dúvidas e se elas podem ser solucionadas com o
professor ou com leitura e estudo.
11- Controlar a curiosidade desordenada
Muitas vezes questionamos o que não entendemos. Outras vezes questionamos coisas
que não podem ser esclarecidas imediatamente. Não questione coisas que no
momento não pode entender.
12- Controlar a curiosidade II
Uma pessoa queria conhecer a Grécia. No meio do caminho para a Grécia, encontrou
a Suíça e por curiosidade decidiu conhecê-la. Chegando a Suíça e vendo que a língua
era diferente, resolveu estudá-la. No final não conheceu nem a Grécia, nem a Suíça e
nem a língua e o tempo se passou.
13- Não discutir sobre as coisas para não perder tempo.
Quando ao invés de estudar começamos a discutir, deixamos de aprender. Por isso
devemos evitar a discussão e principalmente e discussão vã.
14- Não se familiarizar
Uma pessoa que passa boa parte do seu tempo conversando, visitando amigos e festas
, deixa de estudar. Por isso não devemos nos apegar as pessoas demasiadamente a
ponto de nos prejudicar. Quantas vezes entramos na internet para ficarmos horas
conversando com os amigos e deixamos de aprender por causa disso?
Bibliografia:
http://www.hottopos.com/mp3/de_modo_studendi.htm
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