sábado, 8 de junho de 2013

Onde são as aulas?

Meu início como professor de violão foi em uma escola fundada pela meu ex-professor Paulo Quintanilha (em memoriam). Ali pude aplicar as lições que eu havia aprendido com ele e com outros professores. Contudo imediatamente surgiram procuras por aulas particulares, muitos alunos jovens não têm a facilidade de locomoção e preferem ter aulas no conforto de sua casa. Deste modo comecei a manter uma atividade paralela: aulas na escola e na casa dos interessados.
Depois tive experiência em escolas de música da minha cidade, o que que aumentou em muito minha capacidade de lecionar. Depois, passei apenas a oferecer aulas na casa dos alunos. Hoje, trabalho em um estúdio particular situado no Centro de Campos dos Goytacazes. Depois de 2020, muitas aulas se tornaram online e passei a oferecer também esse serviço.

Se você gostaria de mais informações, me contacte por e-mail, WhatsApp ou Instagram.
lucaspadrao@hotmail.com
(22)99812 7084
@lucaspadraomusica

Como são as aulas?

        Vento nenhum ajuda marinheiro que não sabe para onde vai. É assim também no aprendizado musical. É preciso uma direção para pelo menos saber para onde estamos indo e se chegamos. No caso das aulas de violão, trabalho de forma progressiva, ensinando técnica por técnica, da mais simples para a mais complexa. Isso evita dificuldades exageradas no percurso e mantém o aluno sem grandes frustrações.
       Muitas vezes, os assuntos são apresentados por meio de brincadeiras e jogos. Isso torna a aula mais fluida e leve, efetivando a transmissão do conhecimento. No caso do violão, por exemplo, começamos com ênfase na postura e equilíbrio do aluno. Depois acrescentamos a mão direita. Pouco a pouco a técnica e a habilidade vão sendo construídas.
    Outra coisa que tem sua importância é o desenvolvimento da criatividade musical. As aulas também contam com atividades de criação rítmica, melódica etc, facilitando a compreensão da música como um todo e desenvolvendo suas habilidades.
    No caso do violão, fazemos também aulas coletivas, pelo menos uma vez por mês. Isso motiva o aluno, treina o ouvido musical e desenvolve a capacidade de tocar em conjunto. Nas aulas coletivas também desenvolvemos jogos coletivos e a interação musical. Tudo isso para um ensino musical completo.

      Quer saber mais? Entre em contato!
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        @lucaspadraomusica

domingo, 28 de abril de 2013

14 dicas para consertar sua postura ao piano

  1. Mantenha os pés plantados no chão e a perna perpendicular ao mesmo;
  2. Sente-se em menos da metade do banco;
  3. Mantenha as costas retas e relaxadas;
  4. Não tensione os ombros;
  5. Deixe o cotovelo flexível;
  6. Mantenha o pulso relaxado e em nível mais baixo que o metacarpo;
  7. Coloque a mão em uma posição de concha, de maneira que os metacarpos fiquem salientes;
  8. Fazer com que os dedos sigam a continuação das teclas, como linhas;
  9. Mantenha os dedos encurvados;
  10. Coloque o polegar em posição como se segurasse um limão;
  11. Mantenha o polegar próximo aos outros dedos;
  12. Não toque com o sabugo da unha, mas com a ponta do dedo;
  13. Deixe o antebraço paralelo ao chão;
  14. Deixar o ângulo entre braço e antebraço um pouco maior que 90 graus.
Espero que os pianistas aproveitem.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Posição e Violão

1- Introdução
A arte de tocar um instrumento vai muito além da capacidade de mexer os dedos.
Compreensão do significado, situação histórica, análise formal e harmônica também pode influenciar drasticamente uma obra tocada. Por outro lado, podemos imaginar que o corpo, no fundo, age como um só, ainda que pareçam que somente os dedos ou a mão realmente importem.
E de fato a mão está conectada ao braço, que em má posição pode dificultar o movimento da mesma. O braço por sua vez está conectado ao troco, cuja posição também pode influenciar na movimentação da mão. Isso nos mostra que a posição do instrumentista deve ser objeto de estudo.

2- Posição Global


 Note que o violão deve estar bem acoplado ao corpo do instrumentista, que por sua vez se encontra ereto , mas totalmente relaxado.

3- Posição dos pés
Os pés também produzem um efeito importante na postura. Por isso devemos também prestar atenção a eles.

Observe como eles estão devidamente "plantados" no chão, totalmente apoiados e firmes, tipicamente de algo que pretende sustentar uma estrutura.
Uma má posição dos pés pode acarretar dores na coluna ou desconfortos durante a execução das obras.

4- Posição da mão esquerda
Essa é a parte menos negligenciada pelos professores.


Na imagem podemos perceber como a mão está relaxada na sua posição natural, as pontas dos dedos atingem as cordas perpendicularmente. É importante que se digite com as pontas dos dedos, para menor área de contato e melhor execução mecânica dos movimentos necessários.
Uma outra questão a ser abordada na posição da mão esquerda é4- Posição da mão esquerda que o dedo polegar deve ficar em oposição aos outros dedos, na parte traseira do braço.


Observe um outro ângulo de visão para notar o posicionamento do polegar e de outros dedos.



5- Posição da mão direita

A mão direita é, na verdade, a mais importante para o violonista. Isso quer dizer que ela produz a maioria da sonoridade violonística.


Na foto podemos perceber que a mão encontra-se bem relaxada, os dedos curvados se preparam para ferir as cordas.


Outro ângulo para notar a posição dos dedos. Veja como o polegar fica apoiado no bordão.

6- Conclusão
A posição deve ser cuidadosamente preparada e estudada. Obviamente no início, o aluno encontra muita dificuldade em executar tais "regras", contudo com o decorrer do tempo, tais técnicas se demonstram realmente significativas no desenvolvimento da técnica mais avançada.

7- Bibliografia
a) Henrique Pinto - Iniciação ao violão
b) Anthony Glise - Classical Guitar Pedagogy
c) Mateo Carcassi - Método completo de violão
d) Minhas primeiras notas no violão - Othon Gomes da Silva

sábado, 23 de março de 2013

Contraponto - Segunda Espécie

1- Definição
A segunda espécie de contraponto define-se assim:

  • A cada nota do canto dado se contrapõem duas notas de contraponto.
2- Regras
  1. A primeira nota de um grupo de duas é sempre consonância
  2. A segunda nota pode ser consonância ou dissonância
  3. As dissonâncias podem produzir-se como:
    a) Notas de passagem: dissonância entre dois graus próximos, feita em uma direção.
    b) Bordaduras: dissonância entre dois graus próximos, feita em duas direções. 
  4. Não se faz dissonância por salto, somente por grau conjunto.
  5. Não se faz dissonância no primeiro tempo de cada compasso. Apenas consonâncias.
  6. Começar e terminar com uníssono ou oitava.
  7. Como na primeira espécie, oitavas e quintas diretas não se fazem.
  8. Duas quintas ou duas oitavas devem se separar pela distância equivalente a uma semibreve, mesmo que por movimento contrário.
  9. Terminar como na primeira espécie, isto é, com uma semibreve no último compasso e de preferência atingida por grau conjunto.
  10. Prefere-se começar com uma pausa de 1 tempo, dá mais elegância devido a sua entrada sucessiva.
3- Exemplos
(Clique na figura para ampliar)
Phygius

Mixolydius

4- Bibliografia
Koelreuter - Contraponto Modal
Any Raquel Carvalho - Contraponto Modal
H. Schenker - Counterpoint

domingo, 17 de março de 2013

Contraponto - Primeira Espécie

1- Definição
A primeira espécie se constitui pelo seguinte:

  • A cada nota do cantus firmus, opõe-se uma única nota do contrapunctus.
2- Regras
  1. Não se faz quintas ou oitavas por movimento direto
  2. Não se faz quintas ou oitavas consecutivas
  3. Inicia-se opondo a primeira nota uma oitava
  4. Termina-se opondo a última nota uma oitava, precedida por grau conjunto.
  5. Verticalmente, os únicos intervalos permitidos são a oitava justa, quinta justa, sexta e terça
  6. O uso de quartas, quintas diminutas, sétimas e segundas é totalmente proibido.
  7. Não se deve ultrapassar a distância de décima entre as vozes, salvo exceções.
  8. Não se faz falsa relação de trítono ou falsa relação cromática ou falsa relação de oitava.
3- Exemplos
(Clique nas imagens para ampliar.)

Jonicus

Doricus

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Contraponto - Introdução

1- Introdução
     Como bem sabemos todos, a música tem por elementos constitutivos a melodia, o ritmo e a harmonia. Todavia somente no barroco é que a harmonia começa a ganhar força como sentido independente do discurso musical e somente no século XX é que o ritmo ganha o mesmo papel. Contudo levando em conta as músicas européias primordiais, devemos saber que elas eram puramente melódicas com algum acompanhamento ou outros, mas que não se justicavam por si só. Somente com o advento do discantus é que teremos a melodia com uma segunda intenção melódica paralela que se justificasse por si só. 
Quando finalmente essa música já estava teoricamente estruturada, os teóricos fundamentaram um estudo chamado contraponto, que hoje muitos entendem por uma 'harmonia primitiva'. 

2- Contraponto: definição
O contraponto é muito mais do que simplesmente combinar notas harmonicamente. É antes de tudo, combinar melodias independentemente. 

  • Contraponto: ato de combinar melodias independentemente.
A palavra independente é importante, pois não é qualquer melodia que pode ser adaptada em paralelo a outra de forma que fique independente. Por isso seguirão inúmeras diretrizes que orientam o contrapontista a criar a obra.

3- As espécies 
Apesar de a prática contrapontística já estivesse bem estruturada e bem estudada com inúmeros tratados e manuais, foi no século 18 que um alemão criou um método didático para ensinar contraponto. J. Fux após estudar cuidadosamente as obras de Palestrina, organizou um método chamado "Gradus ad Parnasus" ou Passos para o Parnaso, aonde ele dividia as possibilidades rítmicas do contraponto em espécie. 
Primeiramente, ele analisa a possibilidade de se organizar nota contra nota. Posteriormente, analisa a possibilidade de se combinar duas notas contra uma nota e em terceiro analisa a possibilidade de se combinar 4 notas contra 4 notas. Finalmente analisa um tipo de contraponto em contratempo para depois criar o que chama de contraponto florido: a reunião de todas as espécies anteriores.
Contudo é preciso observar que o procedimento de Fux é totalmente didático sem finalidade prática. Seu tratado constitui ainda hoje uma referência ao estudo de contraponto para inúmeros músicos.

4- Conclusão 
Devido sua importância acadêmica, o estudo detalhado das espécies será  feito aos poucos por mim no blog.